Pré-Rafaelitas ganham grande exposição sobre arte e poesia

Uma grande exposição sobre os Pré-Rafaelitas abriu no dia 17 de outubro de 2026 na Laing Art Gallery, em Newcastle, na Inglaterra. São mais de 100 obras que mostram como esse grupo de pintores transformava poemas em quadros, e ela fica em cartaz até fevereiro de 2027.

No Radar Cultural de hoje, quem eram esses artistas e por que as mulheres que eles pintaram ainda encantam.

Londres, 1848

Três jovens pintores, Dante Gabriel Rossetti, John Everett Millais e William Holman Hunt, fundaram a Irmandade Pré-Rafaelita. O nome era uma provocação. Eles queriam voltar à cor viva e ao detalhe minucioso da pintura feita antes de Rafael, longe das regras rígidas da academia da época. Mais tarde, Edward Burne-Jones se juntou ao movimento e levou essa estética ainda mais longe.

Quadro O Retorno de Perséfone, de Frederic Leighton

Do livro à parede

Os Pré-Rafaelitas liam Dante, Chaucer, Keats e Tennyson e levavam esses versos para a tela. Cada quadro era uma cena de poema, com flores, tecidos e cabelos pintados fio a fio. Rossetti era pintor e poeta ao mesmo tempo, e escrevia sonetos para acompanhar os próprios quadros.

A exposição de Newcastle coloca lado a lado pinturas, desenhos e objetos com os poemas que os inspiraram. A estrela da mostra é Isabella e o vaso de manjericão, de Holman Hunt, inspirada num poema de Keats, ao lado de Laus Veneris, de Burne-Jones. É uma conversa entre palavra e imagem que dura mais de 170 anos.

Elas também

Um dos pontos fortes da mostra é dar destaque às mulheres do grupo. Elizabeth Siddal, que ficou famosa como modelo, também era pintora e poeta. Kate Bunce pintava, Julia Margaret Cameron fotografava, e Christina Rossetti, irmã de Dante Gabriel, escreveu O Mercado dos Duendes, um dos poemas mais conhecidos da época.

Mito na parede

Mulheres de mito e de poema, cabelo solto, olhar de quem guarda uma história. Rossetti pintou Pandora e Proserpina, que a gente conhece como Perséfone, a deusa que volta do mundo subterrâneo e traz a primavera de volta. Mais de um século e meio depois, um quadro assim ainda muda o clima de uma sala inteira.

Quadro Pandora, de Odilon Redon

Na sua parede

Os mesmos mitos que Rossetti pintou estão nos Clássicos ACERVOH. O Retorno de Perséfone, de Frederic Leighton, contemporâneo dos Pré-Rafaelitas, e Pandora, de Odilon Redon. Ambos em impressão Fine Art em papel 100% algodão, com moldura filete preta, paspatur e vidro, produzidos sob encomenda.

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Fontes: Northeast Museums, Laing Art Gallery, exposição Pre-Raphaelites, Art and Poetry (17 de outubro de 2026 a 13 de fevereiro de 2027); Art Fund, agenda de exposições; The Metropolitan Museum of Art.